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Mostrando postagens com o rótulo Política

JÚNIOR PÕE OS PÉS PELAS MÃOS

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por Paulo Müzell, em Março de 2019 O prefeito Marchezan Júnior a cada dia que passa torna mais evidente o seu despreparo para o exercício do cargo. Decorridos quase 27 meses de seu período de governo o saldo é modesto: o mais baixo nível de investimentos na cidade das últimas décadas, praças e parques abandonados, faltam professores e profissionais na área da saúde, buracos nas ruas, trânsito caótico, servidores municipais desmotivados pelo congelamento dos salários e pelo aumento do desconto previdenciário, além da constante ameaça de destruição de sua carreira funcional. Mas a coisa é pior, o Júnior pirou: meses atrás afirmou que a Prefeitura prestava seus serviços graças a dedicação de seus cargos em comissão. Como se seus protegidos, os CCs, pudessem atender uma clientela de 72 mil alunos matriculados em 99 escolas municipais, acolhessem e tratassem de 322 mil pessoas que anualmente demandam o HPS, atendessem a população infantil no Presidente Vargas que interna ...

MARX E ORTEGA

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São dois pensadores diametralmente opostos, nada tem em comum, são como água e óleo, que não se misturam. Os une uma única curiosa coincidência: Ortega nasceu no ano da morte de Marx, 1883. por Paulo Müzell - março de 2019 O primeiro, um alemão cartesiano, agregou à dialética hegeliana a visão materialista da história. Colocou de cabeça para baixo o pensamento idealista afirmando que a base material de uma sociedade é o que determina a sua consciência. A estrutura econômica – por ele chamada de modo de produção - molda as superestruturas: a moral, a religião, a cultura, a ideologia da sociedade. Karl Marx é seco, direto no estilo, suas complexas análises são objetivamente desenvolvidas sem qualquer preocupação didática, com a elegância ou o brilho. Quem leu ou tentou ler o Capital, especialmente naquelas velhas versões em espanhol, sentiu isso: um verdadeiro soco no queixo. Para divulgar sua obra contou com a preciosa colaboração de Friedrich Engels autor em parceria do clássic...

O OCASO DE UM VIRA-CASACA

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Por Paulo Müzell - Fevereiro de 2019 FHC é, sem nenhuma dúvida, a maior expressão política da direita brasileira das últimas quatro décadas. Carioca, construiu sua carreira política em São Paulo, o centro do poder econômico e político do país.   Descende de uma família de militares; seu pai, o general do exército Leônidas Cardoso, foi um destacado ativista, ferrenho nacionalista que se elegeu deputado federal pelo PTB. Sob a liderança de Monteiro Lobato, teve destacado protagonismo na campanha “O petróleo é nosso”, que resultou na criação da Petrobras por Getúlio Vargas em 1953. Militante de esquerda, FHC formou-se em sociologia, recebendo no início dos anos sessenta vários prêmios e reconhecimento acadêmico com a publicação “Dependência e desenvolvimento na América Latina”. Nesta etapa de sua vida ele parecia acreditar que era possível superar o crônico subdesenvolvimento do país, apostava na construção de uma nação forte e s...

INDIGNIDADE

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Por Paulo Müzell - fevereiro de 2019    O país marcha para o caos. Depois de um janeiro catastrófico – que superou as mais pessimistas expectativas -, iniciamos o mês de fevereiro com um “pacote de maldades”, que superam o absurdo, beiram o insuportável. Vivemos na indignidade. Num país em que os salários são miseráveis, que tem uma casta dominante que ataca e retira as mínimas garantias e direitos dos trabalhadores, o novo governo anuncia o seu “pacote previdenciário”. A idade mínima para se aposentar será de 65 anos com de um tempo mínimo de contribuição de 40 anos. A justificativa é a urgente necessidade de reduzir um suposto déficit previdenciário que na verdade decorre do declínio da receita, consequência do aumento do desemprego e da informalidade combinado com o absurdo montante de renúncias fiscais e a apropriação indébita dos patrões. Prejuízo total: 86 bilhões de reais no ano passado. Mas o detalhe satânico, a mesquinharia, a indignidade é a prop...

CAI OU NÃO CAI?

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Paulo Müzell, janeiro de 2019 Decorridas pouco mais de três semanas o governo Bolsonaro esfarelou. Na primeira semana foi um festival de “barrigadas”. O presidente anunciava uma medida num dia e, no outro, seus ministros, constrangidos, o desmentiam. Foi assim com a volta do IOF, a transferência da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém, o rompimento do Acordo Climático de Paris, o anúncio da instalação de uma base americana no país dentre outras trapalhadas. Depois tivemos vazamento de dois episódios do caixa dois na campanha de Onyx Lorenzoni, o ministro da Casa Civil. Ele até se desculpou, afirmando ter sido um mero “esquecimento”. Até Moro, outrora juiz tão severo, perdoou. Não adiantou, pouco dias depois veio a público um novo “rolo”: Onyx teria utilizado notas da empresa de um amigo para “justificar” despesas de campanha. Em seguida o COAF tornou pública uma movimentação financeira de um assessor de Flávio Bolsonaro, ex-deputado estadual pelo Rio de Janei...